Eis o comentário (a poesia) da notícia.

domingo, 3 de abril de 2011

Terra febril




Nossa casa,
nosso alimento,
nossa vida.
Não imaginamos
o quanto está doente.
Parecemos bernes
parasitando uma vaca.
Não podemos ver as chamas,
pois estamos dentro dela.
Não podemos enxergar o holocausto,
pois somos egoístas.
A vaca está entrando em convulsão.
A devastação já está decretada.
Não há mais volta.
Que fim que nos espera?

Murilo Conti Vieira
05/04/07 

Um comentário:

Ana Conti disse...

Tadinha da vaca. E eu um berne? Essa sensibilizou.