Eis o comentário (a poesia) da notícia.

sábado, 4 de julho de 2015

Favela Amazônica: urbanizada



Um terço da população das grandes e médias cidades da Amazônia vive em territórios do tráfico e com violações de direitos humanos. Nas periferias da maior floresta tropical, a qualidade de vida é pior que nos morros e nas favelas de Rio de Janeiro e São Paulo. O Estado encontrou uma nova realidade na Região Norte, onde máfias desviam cartões do Bolsa Família e da Previdência, grupos manipulam relatórios de vacina e mortalidade infantil e milícias tomam o espaço dos antigos pistoleiros. Diante do aumento do êxodo provocado por políticas públicas, a fronteira e a mata perdem moradores e os assassinatos de sem-teto nas periferias superam homicídios por disputas de terra. Em defesa de seus direitos, uma nova geração de lideranças sociais desafia poderes paralelos nos centros urbanos amazônicos.
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ESTADÃO de 04/07/2015



Favelas, favelados
sem ter para onde ir
sem ter o que fazer.
Meio do mato,
coisa do passado.
Meio dos pistoleiros,
coisa do presente.
Ficando eles morrem.
Fugindo, onde vão parar?

Murilo Conti Vieira

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