Eis o comentário (a poesia) da notícia.

sábado, 5 de setembro de 2015

Onde há vento, não há crise



Enquanto o Brasil amarga uma das piores crises econômicas de sua História, o vento pede passagem. A palavra crise passa longe da cadeia de produção de energia eólica, que já responde por 5% de toda a energia consumida no país (em 2023 deverão ser impressionantes 23%) com aproximadamente 40 mil empregos gerados, 11 fábricas instaladas – com demanda crescente de mão de obra especializada – e R$ 6 bilhões de investimentos previstos por conta dos leilões de energia já realizados.
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Ventos fortes e constantes atraem investidores no RNDestaque para o Rio Grande do Norte, que apesar da pequena extensão territorial, se tornou o grande provedor de energia do Brasil a partir do vento, com 34% de toda a capacidade instalada no país. São 81 parques eólicos em operação, 22 em construção e outros 77 já autorizados. Se a natureza foi generosa com os potiguares soprando os ventos que fazem a alegria dos investidores – e dos muitos proprietários rurais, invariavelmente pequenos, que recebem royalties pela energia gerada – os gestores públicos tentam fazer a parte que lhes cabe. Foram 2.500 licenciamentos ambientais concedidos em um estado onde não se leva mais do que 3 horas para abrir uma nova empresa. 
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EcoAgência – Notícia – de 02/09/2015


Vento, ventania,
me leva em seu destino.

Ares levando a crise
para fora da minha terra.
Ares trazendo vida
para longe da guerra.

Com um caminho
escrito no céu azul.
Rotas já traçadas
pelo maestro sul.

Murilo Conti Vieira

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