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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Maltratar e xingar cliente faz bar manter público cativo há 18 anos em MG


Você frequentaria um bar onde o dono te chama de animal, verme, inseto e avisa que, se for gastar somente R$ 20, pode procurar outro boteco? Pode parecer um absurdo, mas essa é a estratégia de Luiz Capelão, 44, dono do Bar do Capelão, em Viçosa (MG), para atrair e fidelizar sua clientela há 18 anos.
Apesar de o empresário não revelar o faturamento nem o lucro, ele afirma que o bar tem um público cativo -- de alunos da Universidade Federal de Viçosa e moradores do entorno -- e vive cheio. "Eles entram na brincadeira e começam a me provocar também. Muitos que chegam pela primeira vez querem conferir o que os amigos falaram do bar", diz Capelão.
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Capelão afirma que nem sempre a estratégia dá certo. "Já teve cliente que não gostou da brincadeira e foi embora antes mesmo de fechar o pedido." Mas, de acordo com ele, a maioria aprova o seu método de trabalho.
O atendimento muda conforme o valor do pedido. Se o cliente escolhe um prato mais barato -- porção de batata frita ou espaguete custam R$ 11-- é destratado e recebe "punições". Não pode usar o banheiro novo reformado e não é bem atendido. "Eu falo que se pedir somente isso pode ir embora porque o prato não é bom, que eu mesmo jamais comeria, vai gastar dinheiro à toa."
Já quem pede algo mais caro -- a pizza de picanha tamanho família sai por R$ 54 -- é tratado com "regalias", ou seja, pode usar o novo banheiro, não é xingado e recebe seu pedido na mesa -- alguns precisam pegar no balcão. Capelão diz, no entanto, que, apesar da brincadeira, todos os pratos são preparados com o mesmo capricho.
uol – Economia – Empreendedorismo – de 01/12/2015


Marketing ou ironia?
Fazendo piada daquilo
que seria um bom negócio.
Fazendo justiça
dos copos voando,
sem quebrarem,
apenas sujos
de tanta insolência.
Clientes mal queridos
pelos padrinhos
mal encarados,
dos abutres
bem depenados.


Murilo Conti Vieira

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