Eis o comentário (a poesia) da notícia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Brasileiros criam inseticida biológico com fungos encapsulados


Cientistas brasileiros desenvolvem uma nova tecnologia para a fabricação de inseticidas biológicos que utiliza o encapsulamento de conídios de fungos entomopatogênicos. De acordo com os pesquisadores, a técnica não apresenta riscos para a saúde dos seres humanos. 
“Os fungos aderem ao corpo do inseto por meio de esporos de dimensões microscópicas que, sob condições adequadas de temperatura e umidade, germinam, penetram, desenvolvem hifas e colonizam o interior do organismo”, explica a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
O encapsulamento se dá por meio do uso de um biopolímero, que é produzido por organismos vivos, como proteínas, polissacarídeos e ácidos nucleicos. O processo confere “proteção e estabilidade no armazenamento dos conídios, garantindo sua ação prolongada sobre diversos insetos-pragas de cultivos agrícolas”, afirma a entidade.
“O encapsulamento funciona como uma barreira de proteção aos conídios contra fatores externos, como radiação ultravioleta, temperatura, microrganismos concorrentes e oxidação, entre outros. A ideia surgiu quando os pesquisadores identificaram a ausência de uma formulação de entomopatógenos no mercado, sugerindo uma inovação com impacto no setor agroindustrial de bioinseticidas em alternativa ao uso de agroquímicos”, diz a Fapesp.
De acordo com Inajá Marchizeli Wenzel Rodrigues, responsável pela pesquisa, “a formulação possibilitou que o produto fique armazenado sem refrigeração por até 12 meses e se mostrou patogênica a diversas pragas, como a broca e o bicudo da cana-de-açúcar”.
Os estudos são conduzidos em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Instituto Biológico de São Paulo e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta). A próxima etapa da pesquisa será a colocação do produto em escalonamento comercial, com a expectativa de que a invenção atraia o interesse de indústrias do agronegócio, principalmente as que produzem e comercializam inseticidas biológicos e sintéticos.
AgroLink – Notícias – de 15/01/2016


De manhã bem cedinho.
Galos cantarolando.
Bem-te-vis num coral afinado.
Um riachinho dá a vida,
à minha horta no quintal.
Naquele fogão à lenha
minha mulher um café passava.
Um café preto e suave.
Com esse aroma que me despertava
para mais um dia na roça.
Trabalho duro e desgastante
sob o sol escaldante.
Este sol, um sol quente
na minha pele envelhecida.
Desiludindo minha mente.
Não podendo mais enxergar
os canários a cantar
o belo dia que se passa.

Murilo Conti Vieira

Nenhum comentário: