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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Por que o preço do petróleo caiu tanto? Veja perguntas e respostas


O preço do barril de petróleo caiu pelo 4º dia seguido, renovando o menor valor em 12 anos. A commodity encerrou 2015 com queda acumulada de 35% e iniciou 2016 ladeira abaixo, em meio a preocupações com o crescimento da China, com a crise diplomática entre Irã e Arábia Saudita e aumento de estoques de derivados nos Estados Unidos.
Mas essa queda não se reflete no preço dos combustíveis no Brasil: desde o início de novembro de 2014, a Petrobras reajustou os preços do diesel e da gasolina duas vezes, enquanto cotação do petróleo tipo Brent caiu mais de 50% no período.
Na quarta-feira (5), quando atingiu US$ 34,13, o menor nível desde junho de 2004, o que assustou o mercado foi um intenso e inesperado aumento nos estoques de gasolina dos Estados Unidos. Além disso, tensões geopolíticas após o anúncio de um teste de bomba de hidrogênio pela Coreia do Norte, aliadas a crescentes preocupações sobre a desaceleração da economia da China contribuíram para o tombo dos preços.
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Os países que lucram com a queda dos preços do petróleo são os grandes importadores e dependentes do petróleo, como Filipinas e China, que estão aproveitando os preços baixos para impulsionar o crescimento econômico ou reverter a desaceleração econômica.
A China está gastando bilhões de dólares para acumular reservas estratégicas, o que inclui até a construção de cavernas subterrâneas, para que seja possível atender até 90 dias de demanda de importação líquida no caso de uma interrupção, segundo a agência Reuters.
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G1 – Economia – Mercados – de 07/01/2016


Amanhã de manhã
em uma cama acordo.
Respirando ar queimado,
desagradável odores da noite.

No banheiro, água fria na cabeça,
em um banho refrescante e desanimador.
Na cura de uma ressaca incomum,
de um dia completo de amor.

Café preto e amargo passava
em meio a tensões, suborno.
Um beijo no cachorro perfumado,
no caminho, a pé, do trabalho.

No fim da tarde volto,
depois de um dia conturbado.
Estrada de chão reluzente,
a mão armada sendo assaltado.

De volta para a casa, afurtado,
de mãos vazias, pés descalços.
Um beijo no cachorro, para variar,
melhor amigo nunca houve.

Água quente no chuveiro sai,
a acalmar minha mente atordoada.
Esta água que bate nas costas,
que em pedaços a pele é rasgada.

Tão cansado, desgostoso
dessa vida miserável.
Uma cama e B. B. King
para um sono, quem sabe, confortável.

Murilo Conti Vieira

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