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terça-feira, 15 de março de 2016

Delcídio do Amaral pede desfiliação do PT



O senador Delcídio do Amaral (MS) entregou nesta terça-feira (15) ao presidente do PT em Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Biffi, carta pedindo desfiliação do partido. Em um texto curto, o senador informa a decisão de deixar o PT e pede que Biffi tome as providências para o desligamento.
Delcídio responde a representação no Conselho de Ética do Senado por ter sido flagrado tentando subornar a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, para que este não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público. O filho de Cerveró, Bernardo, entregou a gravação da conversa em que o parlamentar oferecia R$ 50 mil por mês e um plano de fuga ao ex-diretor da estatal, o que levou Delcídio a ficar quase três meses preso.
Em fevereiro, foi a vez de o próprio senador firmar acordo de delação premiada, que só foi homologado nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), para sair da cadeia e passar a recolhimento domiciliar.
O relator do caso no Conselho de Ética do Senado, Telmário Mota (PDT-RR), já deu parecer a favor da admissibilidade do processo contra Delcídio. O relatório será votado quarta-feira (16), quando os membros do colegiado decidirão se concordam com Mota e iniciam o processo, que pode resultar na cassação do mandato do senador. (Agência Brasil)
Cruzeiro do Sul – Brasil – de 15/03/2016


Um dia conturbado,
cheio de patrões, ladrões.
Empregados, mandados.
Sem escolha, nem futuro.

Ah! Minha casa.
Final de semana chuvoso.
Crianças com seus piões, badulaques,
matando o tempo, esperando,
com esperança, a chuva acabar.

Deitado em uma rede
esticando os ossos apertados.
Uma cachaça, velha amarela,
ao meu lado, beberei.

Água no feijão a cozer.
Paios na frigideira pipocando.
Aproveitando esta fritura saborosa,
a refogar uma couve deliciosa.

Não se esquecendo
da cebola em rodelas,
do alho bem picado,
da pimenta a dar um gosto
picante, delirante.

Com a noite, chuvosa chegando.
Uma mulher, amiga de uma vida.
Aparece sem barulho, bem cansada.
Na rede comigo, encostada.
Ali parados, quietos, pensativos.
Querendo este momento nunca acabar.

Murilo Conti Vieira

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