Eis o comentário (a poesia) da notícia.

sábado, 19 de março de 2016

EX-SENADOR DO PT TEME INTERVENÇÃO MILITAR E DÁ CONSELHO A DILMA ROUSSEFF


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GMN: A curto prazo, o que o senhor acha que pode acontecer com essa crise política? Qual é o desfecho?
Saturnino Braga: "O desfecho pode ser processual, no Congresso, com um impeachment; pode ser o governo da presidenta Dilma conseguindo recompor a maioria - com Lula ajudando; pode ser a continuação desse atrito aí; pode ser um confronto de rua lamentável - que pode ocorrer; pode haver uma guerra. E uma guerra me lembra de cinquenta e dois anos atrás:1964. Porque 1964 foi uma guerra. Ali, houve um confronto. E nenhuma das duas partes em confronto, aqui pra nós, tinha apreço pela democracia,. A esquerda queria realmente fazer a revolução brasileira. E a direita - os americanos, muito especialmente - no auge da Guerra Fria, não podia tolerar uma segunda Cuba no continente do tamanho do Brasil.
Era uma guerra. A sociedade brasileira não estava preparada para aquela guerra. E o que houve? Uma intervenção militar. O clima não permitia conciliação. Deu-se a guerra. E - da guerra - deu-se a intervenção militar. Se houver uma nova guerra aqui, quem é vai desempatar essa guerra? A minha preocupação é profunda, é enorme. Estou inibido. Não estou mais na linha de frente para atuar. Só para perceber e me preocupar profundamente".
GMN: Para ser bem direto: o senhor teme uma intervenção militar?
Saturnino Braga: "Temo. Porque os militares são pessoas formadas e educadas para "defender a pátria", como eles dizem, defender o Brasil. Se o Brasil é ameaçado por uma guerra interna, por uma radicalização que paralise a economia e jogue toda a atividade brasileira no chão, você acha que os militares vão ficar paralisados e assistindo a isso? Eu acho não".
GMN: Isso parece uma preocupação minoritária. Poucas pessoas falam a sério do risco de uma intervenção militar. Que indícios o senhor vê?
Saturnino Braga: "Não vejo nenhum indício. Vejo numa situação concreta que pode exigir um desempate a favor do Brasil. Quem é que pode desempatar uma guerra interna a favor do Brasil?".
GMN: Quando o senhor fala em guerra interna, o senhor se refere a conflitos de rua ?
Saturnino Braga: "A conflitos de rua e a situações inconciliáveis : uma obstrução das instituições. Pode haver baderna no Congresso; não funcionar mais a instituição. Pode haver invasão do poderes; muita coisa pode acontecer de grave, extremamente grave, num clima de tensão que está numa escalada que a gente não pode imaginar onde vai parar".
GMN: Se o senhor participasse um gabinete de crise e fosse convocado a Brasília par uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, qual o primeiro conselho que o senhor daria a Dilma Rousseff?
Saturnino Braga: "Convoque a nação, convoque os líderes empresariais, os líderes sindicais, os líderes estudantis - enfim, as lideranças da sociedade - e procure um entendimento para encontrar a saída, porque, pelos partidos políticos, parece que que a coisa vai à guerra. E, na guerra, a gente não sabe o final".
GMN: Se a situação se agravar, a ponto de a presidente estar diante de duas opções - a renúncia ou enfrentar o impeachment - o que é que o senhor diria a ela?
Saturnino Braga: "O caminho da renúncia é sempre um caminho deprimente. É um caminho que tem conotações de diminuição e de redução da personalidade. Eu não daria a ninguém o caminho da renúncia. Já o caminho do enfrentamento cego também acaba em deposição. É preciso fazer o esforço da negociação com a sociedade, na medida em que negociação com os partidos políticos está muito fechada, muito complicada, muito radicalizada. Com as lideranças empresariais, lideranças sindicais, lideranças estudantis, lideranças da juventude, lideranças da mídia, é preciso buscar na sociedade a possibilidade de um entendimento, a viabilidade de um entendimento!".
G1 - Geneton Moraes Neto – de 18/03/2016


Um mundo caótico, sem consciência.
Um mundo apático, sem medo.
Um mundo de crenças populares
a afogar a realidade
que nos afronta.
De qual mundo viemos?
Natureza quente de roupa fria,
com o sol a iluminar verdades cruas
de pessoas, “sem mentes”, nuas.
Para qual mundo iremos?
Pessoas no cinza crescendo,
no ritmo da desordem infame.
Sob a sombra da fome
que inquieta o mundo.
Das tecnologias vãs que passaram
numa tentativa de mudar
o futuro do presente.

Murilo Conti Vieira

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