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sábado, 19 de março de 2016

Manifestantes fazem maiores atos a favor de Dilma desde o ano passado


Manifestantes realizaram nesta sexta-feira (18) os maiores atos em favor do governo da presidente Dilma Rousseff desde 2015 e pela primeira vez contaram com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez um discurso em São Paulo.
Segundo levantamento do G1 com dados atualizados até as 21h30 (VEJA MAPA), os atos reuniram 275 mil pessoas, na conta da polícia, e 1,3 milhão, na conta dos organizadores, em 55 cidades de todos os estados e no Distrito Federal. (O maior protesto pró-Dilma do ano passado, em dezembro, havia reunido 98 mil, segundo a PM, e 292 mil, segundo organizadores.)
No domingo, protestos contra Dilma levaram às ruas 3,6 milhões, segundo a PM, e 6,9 milhões, segundo organizadores.
(O G1 acompanhou os protestos desta sexta-feira em tempo real, com fotos e vídeos)
Os atos foram organizados pela Frente Brasil Popular (FBP), que é composto por 60 entidades, entre elas o PT, a CUT, o MST e outros movimentos sociais e organizações politicas. Segundo os organizadores, os atos foram em apoio à democracia, ao governo Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em algumas capitais, parte dos manifestantes mostrou cartazes e entoou gritos contra a TV Globo.
O maiores protestos foram em São Paulo (80 mil pessoas na Avenida Paulista, segundo a PM, 380 mil na conta dos organizadores e 95 mil, na avaliação do instituto Datafolha), Recife (15 mil, PM; 100 mil, org.), Salvador (60 mil, PM; 100 mil, org.) e Rio de Janeiro (sem estimativa da PM; 70 mil, org.).
As manifestações foram pacíficas no geral, com alguns incidentes isolados.
G1 – Política – de 18/03/2016



No finalmente de anos incríveis,
tão perto de um sonho nunca perdido
em um convite a moda antiga
feito por pessoa, máquina bendita.
Nesse convite, fui eu esquecido
nunca de onde vim,
mas para onde iria.
Lugar passado entediado
pelos crepúsculos que não passavam,
pelos amanhãs que não chegavam.
Ontem, estavam aqui empoeirados,
os mestres já ensinados
nas lembranças vivas, sóbrias
que não as possuo hoje.
Não me lembro bem do início,
como pode, foi ontem,
que estava em meio as pessoas
onde vivenciaram o mesmo, acho eu
o mesmo que vocês.
A cidade vívida da roça
dos cafezais nos morros encostados
evitando que cheguem tão frias
as brisas na fuga ciliares.
Aos montes churrascos sem gordura
queimando mentes já ensinadas
nas mais brilhantes gorduras ensaboadas.
Em um dia ensolarado,
tão quente quanto a brisa da manhã,
fui eu em um canto chamado
a pedidos de poucos, não mais.
No fundo do poço apertado,
não cabendo mais gritos, banais.
Esperança perdida, como pode,
em lamas secas pelo sal.
Esperança morta, não pode,
cair em contradição penal.
Surgindo das penumbras felpudas
e das sombras evolui.
Na claridade de um penoso sol,
me sacrifiquei ainda mais.
Na raridade o dia chegou,
como fog em meu canais.

Murilo Conti Vieira

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