Eis o comentário (a poesia) da notícia.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Me senti um prisioneiro, diz Lula após ser levado pela PF


Menos de três horas após prestar depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde desta sexta-feira (4) que se sentiu um "prisioneiro". A declaração foi dada durante entrevista a jornalistas no diretório do PT, na área central de São Paulo.
Lula foi alvo na manhã de hoje de um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a depor) durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. Policiais federais estiveram logo cedo na casa dele, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e o conduziram até o posto da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.
O ex-presidente prestou depoimento durante cerca de quatro horas. Ele é investigado pela força-tarefa da Lava Jato por ter recebido R$ 30 milhões, entre 2011 e 2014, de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Para o Ministério Público Federal, há evidências de que Lula recebeu dinheiro desviado da estatal.
"Me senti prisioneiro hoje de manhã. O Sérgio Moro [juiz responsável pela Lava Jato] não precisava ter mandado uma coerção na minha casa de manhã. O Moro não precisaria ter mandado uma coerção na minha casa, na casa de meus filhos, da casa de companheiros. Lamentavelmente preferiram utilizar a prepotência, um show, um espetáculo de pirotecnia", declarou o ex-presidente. "Estou indignado com o que fizeram com a minha família."
Minutos antes, diante de petistas no diretório nacional do partido, Lula já tinha criticado a sua condução pela Polícia Federal. "Era só ter mandado eu vir. Sempre fui prestar esclarecimento, porque não devo e não temo."
uol – Notícias – Política – de 04/03/2016



Desrespeitoso!
Vergonhoso!
A América a nossa volta
nos observa atenta.
Com olhares desviados,
como se tivessem uma curiosidade,
de entender. Por que?
Constrangimento passei,
ao ouvir vaias.
Medo senti,
das pessoas a minha volta.
A penumbra em minha mente.
A escuridão que nos assombra.
Não valemos nada.
Não somos dignos de nós mesmos.
Desculpas devemos
às pessoas que lá estavam.
Devemos olhar ao lado,
enxergar um olho amigo.
Sentir neste olhar,
a esperança de nosso povo.

Murilo Conti Vieira

Nenhum comentário: