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terça-feira, 1 de março de 2016

Procuradoria pede abertura de novo inquérito contra Eduardo Cunha


A Procuradoria Geral da República pediu a abertura de um novo inquérito contra o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio.
O novo pedido de inquérito está baseado nas delações premiadas dos donos da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior. Eles acusaram Eduardo Cunha de pedir R$ 52 milhões em propina da OAS, da Odebrecht e da Carioca Engenharia. Em troca, o presidente da Câmara teria ajudado a liberar o dinheiro do fundo de investimentos do FGTS destinado ao pagamento de obras de revitalização da Zona Portuária do Rio executadas por essas empresas.
O procurador diz que Cunha tinha "comprovada conexão com Fabio Cleto", que era vice-presidente da Caixa e integrava o conselho curador do FGTS.
Só da Carioca, de acordo com Ministério Público Federal, Eduardo Cunha recebeu pelo menos US$ 4,6 milhões. E o dinheiro, segundo os donos da Carioca Engenharia, foi depositado em várias contas bancárias indicadas por Eduardo Cunha no exterior. Contas que os investigadores querem saber se pertencem a Cunha ou a outras pessoas.
A nova investigação do Ministério Público Federal pode chegar também ao ex-presidente da Câmara e atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, também do PMDB.
Os delatores contaram que Eduardo Cunha pediu uma doação à campanha do então deputado Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014. A Carioca Engenharia fez a doação: R$ 300 mil. O dinheiro está na prestação de contas à Justiça Eleitoral.
O Ministério Público Federal diz que essa "doação da campanha do então deputado Henrique Eduardo Alves, além de imbricar-se com a solicitação de vantagem indevida, pode constituir, conforme a verdadeira destinação dos recursos, indício de falsidade de prestação de contas à Justiça Eleitoral e de outros crimes".
Nesse pedido de inquérito, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Investigadores dizem que há indícios de que ele integrava o alto escalão do esquema criminoso montado na Petrobras.
Nesta segunda-feira (29), Cunha apresentou defesa em outro caso: o pedido da Procuradoria Geral da República para que ele seja afastado do cargo.
Ele alega que o Supremo não pode afastá-lo, só o Congresso. E que não há provas de que ele usou o cargo para atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Cunha também pediu para adiar o julgamento da denúncia em que ele é acusado de receber pelo menos US$ 5 milhões desviados de contratos de navios-sonda da Petrobras. Ele quer primeiro que o Supremo analise os recursos apresentados por ele. O julgamento está marcado para quarta-feira (2).
“Ninguém pode dizer que ninguém está querendo protelar absolutamente nada até porque não existe um processo tão célere quanto é o que trata das coisas que são comigo”, diz Cunha.
Sobre o novo pedido de inquérito da Procuradoria Geral da República, as defesas do deputado Eduardo Cunha, da OAS e da Odebrecht afirmaram que ainda não foram informadas e que, por isso, não vão comentar.
Os advogados do ministro Henrique Eduardo Alves disseram que todas as doações para a campanha ao governo do Rio Grande do Norte foram legais e estão disponíveis. E que o ministro está à disposição para esclarecimentos.
O Jornal Nacional não conseguiu localizar a defesa de Fábio Cleto.
G1 – Jornal Nacional – de 29/02/2016



Quanto mais dinheiro,
menos memória.
Quanto mais informação,
menos riqueza.

Não imaginamos quanto
estamos perdendo,
sem nunca adicionar
o mais puro
e lógico dinheiro,
sem nunca reclamar
da matéria a nossa frente
desdobrando em curvas retas.

O que o dinheiro nos traz
não é a felicidade,
mas, manda buscar
o que não é a paz.

Murilo Conti Vieira

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