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sexta-feira, 1 de abril de 2016

'Médica violou direitos humanos', diz mãe de bebê que teve atendimento negado


Porto Alegre - Em tempos de acirramento do debate político no País, a vereadora suplente Ariane Leitão, do PT de Porto Alegre, viveu uma situação inusitada por conta de sua filiação partidária.
Há duas semanas, um dia após a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil e a divulgação da conversa entre ele e a presidente Dilma Rousseff, Ariane recebeu uma mensagem de texto em que a pediatra Maria Dolores Bressan informava que estava "declinando, em caráter irrevogável" de continuar atendendo seu filho de 1 ano.
Segundo Ariane, a médica acompanhava o bebê desde seu primeiro mês de vida, pelo plano de saúde. Na mensagem, ela pede que a mãe não insista em marcar mais consultas. "Depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser Pediatra do teu filho", disse a médica.
Ariane relatou o ocorrido nas redes sociais e o assunto ganhou repercussão. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) defendeu a postura de Dolores e disse que ela respeitou o Código de Ética Médica. A profissional foi procurada pela reportagem, mas não quis comentar.
Ariane disse ter ficado chocada com a mensagem da médica e que, no seu entendimento, a atitude "é uma violação de direitos Humanos de uma criança" e "fere a ética profissional".
"Ela declinou do atendimento e não indicou outro médico. Pra gente que é mãe, e que tem uma relação de cumplicidade com a médica do teu filho muitas vezes maior do que com o teu próprio médico, é chocante, é surpreendente e também deprimente, porque é a manifestação de ódio contra um bebê, e nada pode ser pior do que isso", afirmou.
Ela disse que nunca discutia questões políticas com a pediatra. "A única vez que o tema surgiu foi quando eu assumi temporariamente como vereadora. Meu filho tinha 2 meses e meio e eu ainda estava amamentando. Então eu tive que dizer para ela que estava assumindo. Ela me perguntou a que partido eu pertencia e eu respondi que era do PT", disse.
Ariane afirmou ainda estar estudando advogados que ações legais serão tomadas. "Por enquanto o que fizemos foi denunciar o caso ao Conselho Regional de Medicina."
uol – Notícias – de 01/04/2016


A distância que nos separa.
O vento que nos carrega
para onde não queremos.

Vemos-nos mais tarde,
ao cair do dia,
numa estrada sem rumo,
sem destino.
Estamos perdidos
na imensidão do esquecimento.
Na arrogância de quem
nos despreza.

Não podemos nos mover
com essas pernas,
que um dia foram chicoteadas,
por aqueles que pensamos
que um dia nos amaram.

Que amor é esse,
que nos faz perder o sentido.
O sentido de nossas vidas.

Murilo Conti Vieira

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